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Em boa hora a Academia Brasileira de Música decidiu editar as duas obras mais recentes do musicólogo Sergio Nepomuceno Alvim Corrêa: uma sobre Leopoldo Miguéz, compositor, regente e ilustre diretor da Escola Nacional de Música, que ganhou renome mundial através das biografias de Toscanini, e a outra dedicada a Francisco Braga. Foram rivais na mocidade, personalidades tão distintas, que desempenharam papéis de primeira linha na história da música clássica brasileira, no fim do século XIX e no início do século XX.
Braga teve vida longa e rica de acontecimentos importantes, ao passo que Miguéz faleceu cedo. Francisco Braga foi menino pobre, mulato, ex-aluno do Asilo dos Meninos Desvalidos, autor de um belo pequeno hino escolar, de que se apropriaram os militares e dele fizeram o Hino à Bandeira. Como Miguéz, estudou na Europa, fez algum sucesso na Alemanha e comandou o mundo sinfônico carioca dos anos 20 e 30.
Sergio Nepomuceno também conseguiu transmitir-nos valiosas informações pouco conhecida de sua longa carreira de compositor e regente. Muito curiosos os pormenores da competição entre Miguéz e Braga por ocasião do concurso para o Hino da República, e o caso amoroso de Francisco Braga com uma bela napolitana, em Capri. O livro é escrito em estilo leve, direto, sem floreios, e de leitura muito agradável. |
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